Sou um militante socialista há 60 anos, desde quando tomei contato com os dominicanos, ainda na juventude. Atuei na Juventude Estudantil Católica e presidi a Juventude Universitária Católica. Fui eleito deputado federal pelo antigo Partido Democrata Cristão, que não tem nada a ver com esses partidos democratas cristãos de hoje, em 1962. Com muito orgulho, relatei o projeto de reforma agrária do Governo João Goulart – que me rendeu a cassação do mandato em 9 de abril de 1964 e doze anos de exílio.
Nesse período, atuei na Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO/ONU) desenvolvendo projetos de reforma agrária.
Na volta ao Brasil, em 1976, retomei a ideia de constituição de um partido socialista e participei da fundação do Partido dos Trabalhadores. Fui novamente deputado federal pelo PT em 1985 e novamente na Constituinte que gestou a Carta Magna de 1988, quando atuei como relator do capítulo do Poder Judiciário. Em 1990, fui indicado pelo partido para assumir a tarefa de candidato ao Governo do Estado de São Paulo.
Em 2005, saí do PT após verificar que era impossível reverter o curso de adaptação à ordem. Não foi uma ruptura feliz. O PT foi o primeiro partido de massas criado longe dos tapetes e palácios no Brasil, gestado nas comunidades de base da igreja católica e nos sindicatos. Mas, como costumo dizer, não fui eu que saí do PT. Foi o PT que saiu de mim.
Desde 2005 estou no PSOL colaborando na reconstrução de uma ferramenta dos trabalhadores para a transformação social. Como militante do PSOL, além de integrante da direção nacional de nosso partido, fui também candidato ao Governo de São Paulo, em 2006, e à Presidência da República, em 2010.
Esse sou eu. Em resumo: um militante.
O que me chama atenção é o comprometimento de Plínio com o Socialismo de verdade. Esse comprometimento é tão forte que o fez deixar, após décadas de militância, o Partido dos Trabalhadores.
De fato, Plínio de Arruda Sampaio é um exemplo a ser seguido por todos os Brasileiros, especialmente pelos jovens que iniciam sua vida política.
Plínio, seus ferozes brados contrários à ordem capitalista nefasta que domina nossa sociedade, é como um pequeno pavil aceso em meio a escuridão, ou seja, permanece em meio ao caos. E que caos! Viva a luta de classes. Já estamos sendo surrupiados demais e só o PSOL é capaz de alterar essa realidade infeliz!
Hasta la victoria!
Abraços veementemente socialistas.
Acompanhando o Blog
Parabéns Plínio! És um exemplo de luta pelo socialismo!
Muito bem plínio, estou acompanhando seu blog todo o momento.
Olá! é um prazer poder ler seus artigos. Há séculos que pobres e ricos lutam (luta de classes), a igualdade, fraternidade e liberdade podem ser alcançadas por via revolucionária (luta armada como muitos desejam), ou pela luta política, num processo muito demorado que pode levar gerações para ser alcançado. Por onde começar? no mundo atual o poder financeiro domina o político, as mudanças nao virão de cima para baixo, as pessoas devem unir-se, mas é muito díficil mobiliza-las, cada um pensa diferente mesmo sendo parte da mesma classe social, então, como conseguir um mundo (ou País) onde a liberdade, fraternidade e igualdade possa existir plenamente no menor espaço de tempo? onde nao precisemos levar geraçoes para alcançar este objetivo, pois sonho em participar de um mundo assim.